Martins comemora centenário do patriarca Jerônimo
Jerônimo Martins do Nascimento declarava-se um homem do campo, seguia rígidos princípios e exigia da família a obediência a valores morais.
O dia 16 de fevereiro de 2010 é uma data emblemática para o Sistema Integrado Martins, do qual fazem parte o maior atacadista-distribuidor do Brasil, o Martins, e empresas como o Tribanco, a Tricard e a Rede Smart. Nessa data comemora-se o centenário de nascimento do patriarca da família Martins, Sr. Jerônimo Martins do Nascimento. "Um homem de fortes princípios", conforme define Alair Martins, filho mais velho do Sr. Jerônimo, que atribui ao pai o respeito aos princípios e valores morais de toda a sua família.
O Sr. Jerônimo nasceu em fevereiro de 1910. Cresceu e viveu em Uberlândia, e sempre viveu na mesma região, bem em frente à Cachoeira dos Martins, no Distrito de Martinésia. Era filho de Ernesto do Nascimento e Maria Rosa de Jesus Nascimento e somente saiu do campo, transferindo-se para a região urbana de Uberlândia, em 1952, por insistência do filho Alair, onde construíram o pequeno armazém de 100 m² que deu origem ao hoje atacadista líder do segmento no país.
Segundo Alair Martins, "a grande herança de meu pai para seus sete filhos foram os exemplos para a formação do caráter dentro dos princípios éticos e morais. Esse foi o grande patrimônio deixado por meu pai e reconheço que não pode haver herança mais rica e poderosa do que essa".
Lições para a vida
Jerônimo criou os filhos na força do trabalho e dentro de fortes exigências de comportamento e virtudes, ensinando a eles que nada se consegue com facilidades. Era firme e decidido e essa firmeza foi muito importante para a formação do caráter dos filhos.
Alair conta que a firmeza e seu pai e as duras exigências que fazia em relação ao trabalho lhe deram força e aprendizado para superar obstáculos. "Ele era firme e incentivava os filhos ao trabalho", afirma o empresário e fundador do Martins. "Um exemplo dessa firmeza foi como decidiu atender ao meu desejo de ter uma bicicleta. Embora pudesse me dar a bicicleta, colocou como condição para a compra que eu ganhasse meu próprio dinheiro através de uma pequena plantação de feijão. Eu tinha 15 anos. Sozinho, e trabalhando aos domingos, lavrei a terra, plantei e colhi, conseguindo o dinheiro necessário para comprar a bicicleta. Foi uma excepcional lição que me ensinou para o resto da vida a valorizar aquilo que é conseguido com trabalho sério e muita dedicação. Hoje procuro passar aos meus netos esse ensinamento, que veio do meu pai e que considero vital para o sucesso na vida pessoal e profissional".
Alair analisa seu pai como "um homem voltado para o trabalho que tinha imenso prazer em ajudar as pessoas".
O patriarca da família Martins faleceu em 24 de junho de 1976. Era casado com Dona Lidormira Borges do Nascimento, com quem contraiu núpcias em 1933.
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